quinta-feira, 3 de março de 2011


Brinde Virtual!

Malbec para Lavoisier, aqui aberta e jocosamente plagiado.

Lei da Conspurcação da Massa (Encefálica):

Na natureza pop nada se cria, 
o talento se perde
e tudo a cifra transforma...














Na pintura, Antoine Laurent Lavoisier

quarta-feira, 2 de março de 2011


Brinde Virtual!

Hi-fi com muito suco e meia dose de wodka barata pra Sandy

Devassando a donzela, 
revirginando a devassa
ou o que o deus marketing instituir!














Que todo mundo tenha um lado blá, blá, blá e etc., vá lá!... mas ganhando 1 milhão de dólares para tê-lo, que gorila não vai dizer que é coelhinho (ou o contrário)?...
Francamente, é bem difícil conseguir recordar outra campanha com tamanha forçação de barra... mas, enfim...

Eis que ressurge, 1 milhão depois, refeita e repaginada – agora devassa, embora ainda pudica – a Virgem-mor do Brasil.
Aproveitando, pois, o balcão do brinde virtual (inaugurado hoje!), este habitué há, por força, de erguer um brinde ao fenômeno onipotente contra o qual nem mesmo a política pode ser tão política.

Ave, Marketing!...



No "24 Horas News":

"Por US$ 1 milhão, Sandy "vira Devassa" em campanha"

Trechos:

"O óbvio seria ir atrás de outra Paris", diz Aaron Sutton, diretor de criação da Mood. "Fizemos o contrário." E qual o lado Devassa da Sandy? "Ela adora luta, é fã de "Ultimate Fighting" [competição de vale-tudo]."

ooooooooohhhh!!!!

"Para mostrar seu outro lado, Sandy vai receber US$ 1 milhão, cerca de US$ 300 mil a mais do que Paris. O contrato é de um ano, renovável."

aaaaaaaaaahhhhh!!!!
rárrárrárrá...

link: 
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=360776 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

OCORRENDO


16hs33min
Os dizeres desta hora por Paulo Leminski

aos 39 
eufórico
inquieto
em silêncio


ao suspiro desse instante
Leminski atesta que


"mesmo 
na idade 
de virar
eu mesmo


ainda 
confundo
felicidade
com este
nervosismo"


Ilustração: Paulo Leminski - Por Marcos Guilherme

























quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

OCORRENDO



14hs46min
Os dizeres desta hora por

William Blake




















(Ilustração: William Blake, por Thomas Phillips)

"Canções da Experiência"

"A Piedade deixaria de existir
Se não fizéssemos nós os Pobres de pedir;
E a Compaixão também acabaria
Se a todos, como nós, feliz chegasse o dia.


E a paz se alcança com mútuo terror,
Até crescer o egoísmo do amor:
A Crueldade tece então a sua rede,
E lança seu isco, cuidadosa, adrede.


Senta-se depois com temores sagrados,
E de lágrimas os chãos ficam regados;
A raiz da Humildade ali então se gera
Debaixo do seu pé, atenta, espera.


Em breve sobre a cabeça se lhe estende
A sombra daquele Mistério que ofende;
É aí que Verme e Mosca se sustentam
Do Mistério que ambos acalentam.


E o fruto que gera é o do Engano
Doce ao comer e tão malsano;
E o Corvo o seu ninho ali o faz
No mais espesso da sombra que lhe apraz.


Todos os Deuses, quer da terra quer do mar,
P'la Natureza esta Árvore foram procurar;
Mas foi em vão esta procura insana,
Esta Árvore cresce só na Mente Humana."

(Tradução de Hélio Osvaldo Alves)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Pelos desesperados e pelos que têm fé; homenagem à Santa Rita de Cássia


















Comemora-se o dia de Santa Rita de Cássia em 22 de maio. Podendo-se a santa, porém, receber homenagens ao 22º dia de cada mês.


Oração à Santa Rita de Cássia

Ó poderosa Santa Rita, chamada de Santa dos impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliar na hora extrema, refúgio na dor, e salvação para os que se acham nos abismos do pecado e do desespero, com toda a confiança, no vosso celeste patrocínio, a vós recorro no difícil e imprevisto deste caso que dolorosamente me aflige o coração.
Dizei-me , Santa Rita não quereis auxiliar e consolar?
Afastarei o vosso olhar piedoso do meu pobre coração angustiado? Vós bem sabeis, vós bem conheceis o que seja o martírio do coração.
Pelos sofrimentos atrozes que padecestes, pelas lágrimas amargosíssimas que santamente chorastes, vinde em meu auxílio. Falai, rogai, intercedei por mim que não ouso fazê-lo ao Coração de Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a consolação, e obtende-me a graça que desejo. (Mencione-se a graça desejada).
Apresentada por vós, que sois tão cara ao Senhor, a minha prece será aceita e atendida certamente; valer-me-ei deste favor para melhorar minha vida e os meus hábitos, e para exaltar na terra e no céu as misericórdias divinas. Amém.
{Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai (3x)}

A Paz do Altíssimo!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"...em país cujo sistema jurídico aceita ladrões nas altas cúpulas do governo, seria discriminação não aceitar ladrões na rua."

O Brasil segue desevolvendo-se; ou melhor, crescendo(?...) enquanto um país que desaba nos buracos que cava todo santo dia.
E, como diria vovó Tereza, por pura "severgõíce".


Mais um tirste bom motivo para se lamentar o cego comodismo festivo que grassa o país.
Ótimo o artigo no blog do Janer Cristaldo, sobre "flanelinhas" e colarinhos:

Segue o artigo:

"Sábado, Setembro 25, 2010


EXTORSÃO LEGALIZADA

O regime cubano divulgou ontem lista de 178 profissões que poderão ser exercidas pela iniciativa privada na ilha. Entre elas, estão atividades como descascador de frutas naturais, consertador de guarda-chuva e penteador de tranças. Ou seja, descascar frutas, consertar guarda-chuvas e pentear tranças eram ofícios que não podiam ser exercidos por um cidadão qualquer que não fosse funcionário público. Nada de espantar em um regime em que um restaurante não pode servir mais de doze pessoas e uma barbearia não pode ter mais de três cadeiras.


Isso que Fidel Castro, em gesto de extrema generosidade, havia liberado os restaurantes particulares que funcionavam clandestinamente em Cuba. Mas, para que não concorressem com os restaurantes públicos, só podiam servir até uma dúzia de pessoas por vez, não podiam vender carne de boi nem mariscos e estavam sujeitos a altos impostos. No paraíso proletário, tudo deve ser feito para que ninguém corra o risco de enriquecer.


Dia 13 de setembro passado, a ditadura anunciou que ao menos 500 mil funcionários estatais de Cuba serão demitidos até março de 2011. As regras permitirão que 250 mil cubanos passem a trabalhar por iniciativa própria. Traduzindo: o Estado cubano descobriu que não dá pé manter empregos de mentirinha só para dizer ao mundo que em Cuba não há desemprego.


Enquanto Cuba tenta chegar ao século XX – já nem falo ao XXI – o Brasil regulamenta profissões inúteis. Aliás, nisto somos pródigos. O Brasil é um dos raros países que conheço onde existem ascensoristas. Como se quem usa um elevador fosse incapaz de apertar um botão. Onde existem também cobradores nos ônibus. Pior ainda: quando se introduziram catracas nos ônibus de São Paulo, os sindicatos protestaram e mantiveram os cobradores. Hoje, você tem catracas e mais um cobrador, que olha você colocar seu tíquete na catraca. Ou aproveita seu ócio para dormir.


Leio no Estadão que, por R$ 51 mensais, um sindicato em São Paulo oferece "segurança jurídica", uniformes, cadastro e registro profissional em carteira de trabalho para flanelinhas da capital. No vácuo da ausência de regras municipais, a entidade, que abriu as portas ao público em agosto, tem como respaldo uma lei federal de 1975. A promessa é de que o associado nunca será preso se apresentar o registro de "guardador e lavador de veículos automotores".


Ou seja: a extorsão está legalizada em São Paulo. Por 51 reais, está garantido a qualquer vagabundo extorquir seu dinheiro. Caso você não pague, terá o carro riscado ou os pneus furados. São ameaças que não me atingem. Não tenho carro, nunca tive. Primeiro porque não gosto de carro. Segundo, porque com carro não se vai longe. Um outro motivo são os flanelinhas. Às vezes, de carona com algum amigo, somos atacados por um desses extortores. Minha vontade é de enfiar-lhe uma bala na testa. Ainda bem que tampouco tenho revólver.


Flanelinha é assaltante. Que país é este em que se regulamenta a profissão de assaltante? Onde há um sindicato de assaltantes? A carteira de flanelinha é obtida pela assessoria jurídica do sindicato na Delegacia Regional do Trabalho – diz a notícia –. Cerca de 200 cadastrados aguardam a emissão do registro. Em menos de dois meses, oito flanelinhas já conseguiram. Dois deles trabalham para cerca de 30 clientes fixos na esquina das Ruas Estados Unidos e Haddock Lobo. Outros dois atuam na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, perto do Ginásio do Ibirapuera.


Segundo o advogado do sindicato, "a profissão é legal e prevista em lei. Eu vou na delegacia e retiro qualquer associado nosso que for autuado na rua". Ele carrega em sua pasta o registro sindical da entidade, emitido em outubro de 2007 pelo Ministério do Trabalho, e uma cópia encadernada da lei do senador Eurico Rezende, que há 35 anos tornou legítima a profissão de guardador de carros. O sindicato estima que a capital tenha 15 mil flanelinhas. O objetivo é regularizá-los por regiões.


Não tenho carro, dizia. Mas me indigno pelos que têm. Você paga à Prefeitura para estacionar e além disso tem de pagar ao vagabundo para não ter o carro danificado. A lei confere ao assaltante o direito de assaltar. Pior que tudo, os proprietários de carros aceitam passivamente a extorsão, como se assaltar fosse direito líquido e certo de quem quer que se habilite ao ofício.


Enfim, em país cujo sistema jurídico aceita ladrões nas altas cúpulas do governo, seria discriminação não aceitar ladrões na rua."


- Enviado por Janer @ 11:31 PM
(http://cristaldo.blogspot.com/)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O inferno brasileiro

Nós, nossa muito estimada maquiagem, e nossa obstinada opção pela cegueira...

Atualmente, a noção de herói é de tal forma deturpada, que verdadeiros imbecis (no lugar dos quais a maioria de seus “adoradores” faria tão bem – ou até melhor – o que tais patetas fazem) notabilizam-se não por singularidades e menos ainda por quaisquer grandiosidades. Antes, são resultados de ações dissimuladas que disfarçam o mais reles sapo num garboso príncipe.

Texto de Olavo de Carvalho (clicar no título abaixo):
O inferno brasileiro

"O que se passa no Brasil não é uma “degradação dos costumes”: é a destruição premeditada de todas as escalas, a inversão sistemática de todos os valores."

"No inferno não há degradação, porque não há a presença do bem para graduá-la."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Stallone tinha razão, é?...

Bem... ao menos eu não consegui evitar o estarrecimento e a perplexidade após essa bofetada...
Certa, contudo, é a boa bilheteria do filme do Stallone aqui no Brasil e, VERDADE ABSOLUTA, é que o Brasil já decepciona e emputece há muito tempo. E o tal do brasileiro que se ofende com depreciações de outros países, se orgulha, não desiste nunca e tudo mais; de hábitos e valores à noções políticas e referenciais culturais, sempre se adequa, e com uma devoção canina, a tudo o que lhe é vomitado na cara; claro, desde que se possa carnavalizar o final. Quem puder, com propriedade e pertinência, que arrisque alguma defesa a este ataque, penso eu, indefensável!...


Stallone está certo


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 28 de julho de 2010


A mídia inteira está brabíssima com Sylvester Stallone porque ele disse que no Brasil você pode explodir o país e as pessoas ainda lhe agradecem, dando-lhe de quebra um macaco de presente. Alguns enfezados chegaram até a resmungar que com isso o ator estava nos chamando de macacos – evidenciando claramente que não sentem a diferença entre dar um macaco e ser um macaco.


Da minha parte, garanto que Stallone só pecou por eufemismo. Macaco? Por que só macaco? Exploda o país e os brasileiros lhe dão macaco, tatu, capivara, onça pintada, arara, cacatua, colibri, a fauna nacional inteira, mais um vale-transporte, uma quota no Fome Zero, assistência médica de graça, um ingresso para o próximo show do Caetano Veloso e um pacote de ações da Bolsa de Valores. Exploda o país como o fazem as Farc, treinando assassinos para dizimar a população, e o governo lhe dá cidadania brasileira, emprego público para a sua mulher e imunidade contra investigações constrangedoras. Seqüestre um brasileiro rico e cinco minutos depois os outros ricos estão nas ruas clamando pela libertação – não do seqüestrado, mas do seqüestrador (passado algum tempo, o próprio seqüestrado convida você para um jantar na mansão dele). Crie uma gigantesca organização clandestina, armando com partidos legais uma rede de proteção para organizações criminosas, e a grande mídia lhe dará todas as garantias de discrição e silêncio para que o excelente negócio possa progredir em paz: sobretudo, ninguém, ninguém jamais perguntará quem paga a brincadeira. Tire do lixo o cadáver do comunismo, dando-lhe nova vida em escala continental, e os capitalistas o encherão de dinheiro e até se inscreverão no seu partido, alardeando que você mudou e agora é neoliberal. Crie a maior dívida interna de todos os tempos, e seus próprios credores serão os primeiros a dizer que você restaurou a economia nacional. Encha de dinheiro os invasores de terras, para que eles possam invadir mais terras ainda, e até os donos de terras o aplaudirão porque você “conteve a sanha dos radicais”. Mande abortar milhões de bebês, e os próprios bispos católicos taparão a boca de quem fale mal de você. Mande seu partido acusar as Forças Armadas de todos os crimes possíveis e imagináveis, e os oficiais militares, além de condecorar você, sua esposa e todos os seus cupinchas, ainda votarão em você nas eleições presidenciais. Destrua a carreira de um presidente “direitista” e uns anos depois ele estará trocando beijinhos com você e cavando votos para a sua candidata comunista no interior de Alagoas.

Um macaco? Um desprezível macaquinho? Que é isso, Stallone? Você não sabe de quanta gratidão, de quanta generosidade o brasileiro é capaz, quando você bate nele para valer.

Fora essa ressalva quantitativa, no entanto, a declaração do ator de “Rambo” é a coisa mais verdadeira que alguém disse sobre o Brasil nos últimos anos: este é um país de covardes, que preferem antes bajular os seus agressores do que tomar uma providência para detê-los.

O clássico estudo de Paulo Mercadante, A Consciência Conservadora no Brasil, já expunha a tendência crônica das nossas classes altas, de tudo resolver pela conciliação. Mas a conciliação, quando ultrapassa os limites da razoabilidade e da decência, chega àquele extremo de puxa-saquismo masoquista em que o sujeito se mata só para agradar a quem quer matá-lo.

Curiosamente, muitos dos que se entregam a essa conduta abjeta alegam que o fazem por esperteza, citando a regra de Maquiavel: se você não pode vencer o adversário, deve aderir ao partido dele. Esses cretinos não sabem que, em política prática, Maquiavel foi um pobre coitado, que sempre apostou no lado perdedor e terminou muito mal. A pose de malícia esconde, muitas vezes, uma ingenuidade patética.

(segue o link: http://www.olavodecarvalho.org/semana/100728dc.html)

domingo, 8 de agosto de 2010

Artistas brasileiros não sabem receber críticas, Regis Tadeu via Yahoo! Colunistas

"Ao saber que os fãs do grupo Avenged Sevenfold ficaram revoltadíssimos com uma crítica escrita pelo jornalista Jeff Weiss no jornal Los Angeles Times (leia aqui – em inglês), fiquei pensando que tal “papagaiada” de adolescentes histéricos e medíocres certamente recebeu a aprovação da banda. E isso acontece aqui no Brasil também. Por isso, é oportuno abordar neste espaço uma verdade quase inquestionável: não apenas os fãs, mas também os artistas brasileiros não estão preparados para ouvir críticas, sejam elas construtivas ou não.

Eu poderia citar inúmeros exemplos disso, até mesmo de artistas cujo trabalho eu aprecio, como é o caso de Ed Motta (veja o cara pagando mico desnecessariamente aqui), mas lembro de um caso em particular, ocorrido anos atrás..."
(íntegra clicando no título)

Comentário:

Ah, o Régis Tadeu

Pode ocorrer das habituais crítica ácidas, tornarem-se um embrulho no estômago mesmo, com ânsia de vômito e tudo.
Sr. Régis.
Crítica, em princípio, é um exame racional.
O problema dessa tal “crítica musical” que até mesmo alguns aventureiros sem qualquer espécie de lastro se arvoram a fazer – e isso à guisa de jornalismo – pode redundar em achaques vaidosos acalorados, claramente emocionais.
O universo da crítica, nesse âmbito abordado pelo senhor, se assemelha ao da própria música enquanto objeto dessa crítica, quer dizer, é possível encontrar pérolas e ainda verdadeiros estrumes absolutamente inúteis.
Não raro, os “críticos” são autoridades auto-nomeadas que, também não raramente, não costumam aceitar opiniões contrárias às suas colocações (o bordão do roto e do esfarrapado), que normalmente se pretendem incontestáveis, o que, por fim, vai de encontro ao que os próprios críticos costumam pleitear, que é a aceitação ao seu trabalho (supostamente, a crítica).
Acredito, por fim, que o vexame e os micos dão-se de parte a parte. Artistas e críticos babacas – mesmo alguns de renome – sobejam, infelizmente.
Como sempre, gostei muito de seu texto, à exceção do triste desfecho, instituindo que quem-não-sei-o-que-isso-e-aquilo-outro deve mudar de profissão. Foi semelhante a um adolescente histérico de uma banda escrota que, à falta de bons argumentos, manda seu crítico tománucú.


Artistas brasileiros não sabem receber críticas, Regis Tadeu via Yahoo! Colunistas: "

Não são apenas os fãs que se revoltam quando seus ídolos são criticados. A grande maioria dos artistas também não sabe interpretar as opiniões contrárias.

"