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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

sexta-feira, 2 de março de 2012


MANOEL DE BARROS


 





























Ilustração: KARMO

O programa Diverso - TV Brasil - encerra a edição desta sexta-feira com o poema DESPALAVRA, de Manoel de Barros.



Despalavra:

"Hoje eu atingi o reino das imagens, o reino da despalavra.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades humanas.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades de pássaros.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades de sapo.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades de árvores.
Daqui vem que os poetas podem arborizar os pássaros.
Daqui vem que todos so poetas podem humanizar as águas.
Daqui vem que os poetas podem aumentar o mundo com as suas metáforas.
Que os poetas podem ser pré-coisas, pré-vermes, podem ser pré-musgos.
Daqui vem que os poetas podem compreender o mundo sem conceitos.
Que os poetas podem refazer o mundo por imagens, por eflúvios, por afeto." 

(Manoel de Barros)

Artesanato em



MIRITI


O artesão Valdeli Costa Alves, paraense de Abaetetuba, cede entrevista ao programa Sem Censura – TV Brasil.

Valdeci confecciona brinquedos em “miriti” e esclarece que há diferença (sutil) entre esta matéri-prima e o “buriti”.



“Nasci numa casa que as paredes eram feitas de miriti... meus primeiros passos foram dados firmando as mãos numa parede de miriti... é daí que vem.”
(Valdeli Costa Alves)



>> Menção a parcerias: EMBRAPA, Museu Paraense Emílio Goeldi e UFRA.

sábado, 17 de dezembro de 2011



“Boletim” - TV BRASIL - noticia:

Morre, aos 88 anos, o sem par e inestimável 
SÉRGIO BRITTO 



Vítima de insuficiência respiratória aguda, o inestimável ator e diretor Sérgio Britto deixa-nos um país carente de atenção e senso de valorização às próprias potencialidades, às próprias forças reais de transformação – campo no qual as artes desempenhariam um papel salutar, se este (papel) lhes fosse dado.
 
Pude ver o Sr. Sérgio Britto em atuação magistral, ao lado da diva Nathalia Timberg, na peça MEU QUERIDO MENTIROSO, em 1987 (ou 8, não recordo ao certo); quando atestei, pela primeira vez, a indiscutível diferença entre talento e embuste... 
Pensei, igualmente pela primeira vez e instigado pela excelência de uma atuação teatral, na importância do conteúdo de um livro tornar irrelevante a beleza plástica de sua capa.

 

O Brasil, sempre distraído além da conta, segue perdendo o que tem de melhor, sempre sem conseguir sucedâneos à altura. 

Uma pena...
“Eu compreendo que no aprendizado do ator existem  várias fases: numa primeira, você pensa saber tudo e não sabe que não sabe tudo, nem mesmo sabe muito; 
numa segunda, você percebe o que não sabe; numa terceira fase, você começa a saber o que ainda precisa aprender e, às vezes, percebe também que existem coisas que não vai saber nunca, uma percepção terrível de suas limitações. Já passei por todas essas fases. Hoje, tenho a pretensão de saber quase tudo, mas nem por isso me sinto capaz de enfrentar qualquer texto, qualquer tipo de espetáculo. Esse saber me indica as limitações com as quais, como ator, ainda posso esbarrar.” 
(Sérgio Britto - "O Teatro & Eu)
Foto: Com Maria Della Costa em “Manequim” (1951)

Mais notícias sobre o ocorrido e sobre a carreira do notável ator no link abaixo:
  

sábado, 20 de agosto de 2011


O fim de uma era!

Em uma época em que se escreve menos porque se pensa de menos, se ouve de menos, se fala demais e se corre demais com tudo, o último fabricante de máquinas de escrever, na Índia, suspende atividades por falta de compradores.
Que as superações são inevitáveis, não há o que discutir e, enfim; após o fim dos grandes escritores, esse novo triste fim pouco surpreende. 
Entretanto, é possível aludir-se ao fato da lamentável relevância dos meios utilizados para se escrever sobre o que é propriamente escrito.

(Vídeo com a matéria veiculada pelo "Repórter Brasil" - TV Brasil - em 19/08/2011)













http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/





Novas máquinas superam as antigas, mas como superar a excelência?














CARLOS DRUMOND DE ANDRADE
















TENESSEE WILLIAMS (por Bettmann/Corbis)