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domingo, 17 de janeiro de 2016

A Angústia e a Violência que angustia


Obs: Esta postagem não é uma reflexão acerca de qualquer possível solução, mas, tão somente uma tristeza indignada, inútil e inerme (como todas as outras).

---xx---

E o que fazer da violência?
Sobre e acerca dela? Com ela? Contra ela?
...
Sempre há um entretanto ou um pormenor que não admite soluções contra-violentas ou, grosso modo, quaisquer outras soluções.
Possivelmente, não há qualquer solução. E se existem, falta-lhes uma contundência que abarque e convença a todos os interesses violentados.
Então, o que fazer?
As redes sociais deitam relatos e abrem precedentes à esta angústia.

No
"Blog da Franssinete Florenzano" (divulgado no Facebook)

"domingo, 17 de janeiro de 2016"

Não à banalização da violência!




A foto acima, amplamente divulgada nas redes sociais, dá a dimensão dos momentos de terror vividos pelo jornalista Diogo Puget, ontem à noitinha. Editor e comentarista do SBT Esporte Pará e repórter do canal de TV Esporte Interativo, ele foi brincar em um bloco de carnaval, no bairro da Cidade Velha, quando bandidos armados o abordaram, atraídos por um cordão de ouro que usava no pescoço, e além de levarem seus pertences esfaquearam repetidamente seus braços e costas, com requintes de perversidade. Puget foi socorrido no hospital da Beneficente Portuguesa, onde levou 150 pontos nos ferimentos e passa bem, já em sua residência. 

Trata-se de mais um episódio emblemático da violência que grassa em Belém. Ninguém pode andar livremente pela cidade do medo, quem se arrisca a um mero passeio pode perder a vida em um assalto. É preciso reagir e dar um basta a esta situação trágica. Todos os dias anônimos são roubados, humilhados, feridos e mortos em meio à selvageria reinante. A sociedade não pode perder a capacidade de se indignar e agir.

Ainda no Facebook (Timeline de Fernando Rossas Freire):


e, por fim, também no Facebook (timeline de Marco Tuma);

"Horas atrás, nem tantas, aqui na Cidade Velha... tiros, quatro ou cinco e uma correria... sempre ficam uns garotos ali na esquina de casa, conversando e curtindo, muito tranquilos, sem ondas, em estripulias, garotada vizinha, só o q eu tb fazia na idade deles... pára uma Pajero até onde souberam informar e de dentro estouram a cabeça de um moleque q estava ali no grupo da esquina... muito sangue manos e manas, demais... levaram o pequeno pro hospital e nem sei, ainda, se viveu ou o q... qual foi a treta? Acerto? Maldade sem origem? Pouco importa pra mim... o fato é q o moleque, pelo que eu vi de sangue e pedaços, vai ser vítima de milagre se escapar, e mais fato ainda é que, independente das tretas, que os rumores dizem foi do carnaval aqui na old city, o rapaz não merece o fim assim sem mais nem menos, e quem pensar o contrário então rejubile, q pq pelo andar a cidade ainda será sua, infelizmente..."

--- xx ---

Eis o engulho de um gritante silêncio estúpido
por absurda e absolutamente 
não ter o que dizer
e
nem saber o que fazer.


Quem ajuda?


sexta-feira, 14 de maio de 2010

ASSALTOS no Brasil e na Inglaterra

O inusitado (ou; o absurdo, o abuso, o ridículo, o patético) sob diferentes óticas.


Na Inglaterra, em uma casa de apostas, um (judoca) apostador se arma com uma cadeira e enfrenta um assaltante, domina-o até a chegada da polícia e recebe, por fim, recompensas pela atitude.

No Brasil – é brincadeira!... – em mais um episódio vergonhoso de saidinha bancária, mais uma lambança policial que, para emporcalhar ainda mais o vexame, ocorre dentro de uma delegacia!!!
Na seqüência nefasta, uma mulher saca dinheiro, entra na delegacia para registrar um B.O., é abordada por dois bandidos dentro da delegacia, trava luta corporal com os dois, joga a bolsa para trás de um balcão onde estavam os dois policiais e, por fim, perde a briga e a bolsa.
Os policiais em questão, que assistiram a tudo compenetrados, disseram preferir não se envolver por acreditarem ser uma briga de casal! (êêêêta nóis!!! pode rí Birigui!!!)
Quer dizer, melhorou tudo, não!? Se for casal não tem violência!...
A senhora além de engolir o pedregulho do desrespeito à sua cidadania, com todo o episódio do assalto, ainda é apedrejada pelo machismo estúpido dos policiais despreparados.
Esse Brasilzão é um sonho...

Abaixo os links das notícias veiculadas no ESTADÃO online. E é com (des)prazer que reutilizo a foto que segue... (extraída do REDENÇÃO.NET)
Meu Deus, deve haver quem possa, não é possível!...



















links:
Mulher tem a bolsa roubada dentro de delegacia em Salto:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mulher-tem-a-bolsa-roubada-dentro-de-delegacia-em-salto,551699,0.htm
Judoca dá cadeirada em bandido:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,judoca-da-cadeirada-em-bandido,551695,0.htm

sexta-feira, 26 de março de 2010

Violência - renitente vexame nacional

No disparate da violência em Fortaleza (um simples recorte de uma situação nacional), um aposentado de 62 anos é vítima de um bandido, da ineficácia e ineficiência da polícia e da extrema incapacidade do Estado na prevenção à violência.

Já está mais do que tarde – e as vítimas que o digam!... – para que se compreenda a necessidade da assunção do estado de guerra na qual o país está mergulhado.
O cidadão ordeiro e decente precisa ter o direito previsto em lei, no que diz respeito opção pelo preparo e pelo cuidado com a defesa da própria integridade.
O poder público NÃO DÁ CONTA!... E é de uma inocência retrógrada acreditar no contrário.
O discurso pacifista continua belíssimo e, se necessário por um lado, oblitera por outro o caminho árduo para se alcançar a paz; seja este caminho o da guerra física para que a própria guerra seja extinta; ou seja o da evolução espiritual, do qual distanciamo-nos a passos largos e deliberadamente, a cada dia.
É provável que a imagem do senhor de 62 anos sendo baleado, roubado e levantando-se desnorteado após a violência, se evapore do campo de visão nacional bem mais cedo do que se imagine.

Não reagir à violência – e estou certo da não necessidade de qualquer menção mais detalhada do quanto esta expressão, aqui, pretenda extrapolar a idéia da simples não reação a um assalto – é algo prestes a nos habituar ao “bom convívio” com o absurdo.

As contra-reações às posturas reativas a estes particulares, tendem às frases feitas da ordem das “violência gera violência” e “pela paz disso, aquilo e não sei o que mais...”, com as devidas alusões aos medievalismos enquanto caracterizações àquelas idéias de respostas contundentes aos atos de violência que têm acometido o país.

Questiono, então; estar em guarda contra isso, enfim, defender-se, não é algo próprio da natureza humana? Ou estou enganado e o bufão sou eu?...

Entre o comodismo, a inocência (ou burrice mesmo) e uma considerável inversão de valores, cremos estupidamente que o Estado e as instituições estabelecidas, e que o poder constituído e sua alçada, enfim, algo que acreditamos nos representar pode e deve dar conta de nós mesmos.
E o resultado mais óbvio, por fim, só tem nos massacrado e nos levado a semi-estarrecimentos abobalhados, quando perguntamos a ninguém "por que as coisas têm que se assim?" e igualmente pra ninguém, dotados de uma indignação inerme, afirmamos: "é um absurdo!".
Algo típico do medievo (reiterando; normalmente apontado para caracterizar a reação à violência, nestes casos) é a convivência com massacres e com a crueza da morte.

Não reagir, e nem mesmo sequer pensar nisso, é anuir à incapacidade de controle que se afigura de forma impositiva diariamente no seio de nossa sociedade. É estar conivente, acomodado e indiferente ao vexame que, tão firmemente, vem se corporificando dia após dia.

Repetindo-me, então, como já o fizera em outras ocasiões; resta, por fim, aguardar a vez de tombar gratuitamente e sumir das retinas desinteressadas da nação...

Que se repense com seriedade a questão do armamento civil.


(vídeo: Jornal Bom dia Brasil - Globo News - em 26/02/2010)