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terça-feira, 18 de março de 2014

Operação prende condenado do mensalão e doleiro do Banestado


Política - ESTADAO

Fausto Macedo

17.março.2014 16:50:44

Operação prende condenado do mensalão e doleiro do Banestado

(atualizado às 23h27) Uma operação que envolveu 400 policiais federais em seis Estados e no Distrito Federal – com ações em 17 cidades – desmontou ontem um esquema de desvios e lavagem de dinheiro estimada em R$ 10 bilhões e prendeu pelo menos 24 pessoas – entre elas Enivaldo Quadrado, ex-sócio da operadora Bônus-Banval que foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão no processo do mensalão, mas cumpria pena alternativa em Assis, no interior paulista.
Entre os presos da Operação Lava Jato, nome dado à ação por envolver lavanderias e postos de combustíveis, estão os doleiros Alberto Youssef, envolvido em irregularidades denunciadas na CPI do Banestado, e Carlos Habib Chater.
Veículos de luxo foram apreendidos, além de dinheiro em espécie, joias e obras de arte, num total estimado em R$ 5 milhões. Com a prisão, Youssef, que já havia sido detido na Operação Farol da Colina, pode perder os benefícios obtidos após uma delação premiada.
A investigação apontou que Youssef teria dado em março de 2013 um Land Rover ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto da Costa – ele disse desconhecer a operação da PF e negou qualquer relação entre o veículo e sua posição na estatal. “O carro foi ganho por serviços de consultoria quando eu não estava mais na Petrobrás”, afirmou. Costa disse ter deixado a estatal em abril de 2012.
Entre os pertences apreendidos pela PF estão relógios e joias de luxo
A operação cumpriu, até o início da noite de ontem, 24 mandados de prisão e 15 mandados de condução coercitiva. As buscas da PF resultaram na apreensão de farta documentação, 25 veículos, obras de arte e joias. Contas bancárias utilizadas pelo grupo também foram bloqueadas e imóveis sequestrados. Os presos foram todos conduzidos à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná.
“Um dos objetivos era cortar o fluxo financeiro feito pelos doleiros, que incluía, entre as atividades ilícitas o comércio ilegal de diamantes”, afirmou em Curitiba o delegado da PF Márcio Anselmo, que coordena a operação.

Carro esportivo foi apreendido pela operação da PF. Foto: Divulgação
Fachada. Para ter uma dimensão da movimentação financeira dos grupos, foi constatado que somente uma das organizações criminosas remeteu ao exterior cerca de US$ 250 milhões entre 2009 e 2013. Mais de uma centena de empresas de fachada vinculadas aos grupos foi identificada. Eles operavam ainda com importação da China e de Hong Kong e obras de arte. Hoje a PF inicia a oitiva dos presos e a análise da documentação reunida.
O acesso da PF aos registros foi possível graças ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
O ex-sócio da Bônus-Banval Enivaldo Quadrado cumpria pena alternativa em uma entidade de Assis, no interior paulista, entre 7 e 14 horas – e ainda administrava uma concessionária de carros que ele comprou depois de ter sido condenado no processo do mensalão.
FAUSTO MACEDO, JÚLIO CÉSAR LIMA, MONICA CIARELLI E SANDRO VILLAR


terça-feira, 4 de junho de 2013


E eis que o tempo começa a fechar

Na Rede
em: http://ucho.info/exercito-decide-dar-protecao-a-joaquim-barbosa-e-cria-zona-de-conflito-com-dilma-rousseff

Ucho.Info

 
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Exército decide dar proteção a Joaquim Barbosa e cria zona de conflito com Dilma Rousseff


Temperatura alta – Azedou a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Exército brasileiro. Sem que a presidente Dilma Rousseff fosse consultada, o Exército destacou os melhores e mais preparados oficiais da inteligência para dar proteção diuturna ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT (Ação Penal 470).
Ao criar o esquema que dá garantia de vida a Joaquim Barbosa, que tem ojeriza a esse tipo de situação, o Exército, que se valeu de militares cedidos à Agência Brasileira de Inteligência, acabou passando por cima da Presidência da República, do Ministério da Justiça e da cúpula da Polícia Federal, que por questões óbvias não foram consultados, mas a quem, por dever de ofício, caberia a decisão.
Outros dois ministros do Supremo, Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffolli, reconhecidamente ligados ao Partido dos Trabalhadores e a alguns dos seus mais altos dirigentes, também contam com escolta, mas da Polícia Federal. O esquema criado para o ministro-relator não se limite à proteção física, mas inclui também monitoramento constante de ambientes e do sistema telefônico utilizado pelo magistrado.
A proteção ao ministro Joaquim Barbosa foi uma decisão tomada pelo alto comando do Exército e pelo general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Esse episódio, que tem como palco a necessária proteção a Joaquim Barbosa, deve aumentar a tensão entre Dilma e os militares, que ganhou reforço extra com a criação da Comissão da Verdade, que investigará apenas os crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura, deixando de fora os protagonizados pelos terroristas que chegaram ao poder no vácuo de um discurso fácil, repetitivo e mentiroso.