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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aliança política entre JADER e ALMIR!
isso não pode ser sério...
tá no BLOG DO BARATA:

"ELEIÇÕES – A patética reconciliação de Jader e Almir

A política é a arte da conciliação, mas nem por isso desobriga da dignidade. Na política paraense, porém, dignidade parece ser utensílio de museu, como evidencia a patética reconciliação que se desenha entre os ex-governadores Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, e Almir Gabriel (hoje), o ghost tucano, hoje isolado dentro do próprio PSDB, partido do qual é um dos fundadores."
íntegra:
http://novoblogdobarata.blogspot.com/

Segue comentário:

É alguma brincadeira?...


Caso o noticiado seja fato e não haja equívocos, o mais rançoso será assistir aos prováveis aplausos acefalísticos de gente supostamente esclarecida em situações como estas que, ao que parece, abundam aos borbotões no cenário político nacional.


No Estado, aprovações a desmandos, inépcias, inoperâncias e mesmo desfalques, já ocorrem há muito. E simpatizantes e adictos destes dois senhores tem sempre uma justificativa apaixonadamente plausível (claro que somente em seus próprios entendimentos) para o que quer que se avente contra eles.


Os referenciais políticos adquiridos usualmente pelas corriqueiras orientações folhetinescas há décadas em voga no país, fazem com que a percepção política coletiva torne-se algo propenso à apatia, mesmo diante de quadros grotescos e inexplicáveis.
A suposta (e lamentável) festa da democracia ganha um tom ainda mais nefasto à medida que a noção de festa é levada cada vez mais a sério, no âmbito da política e no particular das eleições.
Diante dos eleitores paraenses, a credibilidade de figuras políticas como a destes dois senhores (a despeito das inteligências e/ou virtudes pessoais de ambos), há muito já deveria ser entendida como uma missão de resgate a ser empreendida pelos mesmos, seja como candidatos, articuladores ou apoiadores.
No entanto, o empecilho maior à efetivação de tal entendimento, não é outro senão a cegueira e, pior, o desinteresse do próprio eleitorado que, não raro, ainda se envolve de forma entusiástica com o caráter festivo – propriamente dito – inapropriadamente próprio do período de eleições.


Meio que prevendo, pois, odes à desinformação nas possíveis inúmeras reações favoráveis à aliança, menciono a última discussão descompromissada que presenciei, entre pessoas supostamente esclarecidas, que teve como tema justamente as pessoas dos dois senhores aqui referidos (curiosamente, a tal aliança ainda não era sabida na ocasião, última sexta-feira à noite).
No bate-papo algo acalorado, o corolário de absurdos foi desde o mais ingênuo “no fundo é uma boa pessoa e lógico que só é bom para o Estado...”, e do previsível (mas, não menos estúpido) "rouba, mas, faz",  até os descabidos conclusivos “já estão podres de ricos, não têm mais nada que estar esquentando a cabeça com negócio de governar direito; vão é roubar mais mesmo!...”
A nota patética do caso, é que todos os envolvidos na discussão tinham formação superior e eram bem empregados (o atenuante – ou não – é a mesa de bar que comportava a discussão... a bebida, os serviços e o lugar não eram baratos - como todo reduto típico da classe média...).


Se no fim das contas isso não for uma pegadinha é porque o grau de palermice já chegou ao máximo, já se confundindo mesmo com a própria consciência política do Estado.


Costumam me rotular de pessimista...
ainda não sei se fico chateado ou se tomo como elogio...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

POLÍTICA

ELEIÇÕES!!! A (até parece que) festa da democracia!!!


Muito, muito e muito CIRCO e algum PÃO... e tudo vai continuar exatamente com está. Novas tinturas sobre a velha carcaça, alguma química e costumizações na roupa desgastada e a gente novamente acreditando que dessa vez vai!...

Há pouco o de sempre nos desserviços e deficiências:

- a irritação costumeira com um malfadado telefonema – com uma tempestade de ruídos no aparelho – para uma repartição próxima, há três quadras daqui

- a espera habitual pelo transporte coletivo habitualmente lotado, com a habitual má vontade dos funcionários da empresa de transporte, no habitual emperramento do trânsito

- o noticiário azucrinando com os informes sobre a ausência do poder público pra onde quer que se olhe

- candidatos cândidos, sorridentes e solícitos

- candidatos cândidos, sorridentes e solícitos nas eleições passadas com sérios problemas de credibilidade    e, não raro, com problemas com a justiça

- contas em atrazo

- apologias espetaculares à mediocridades, cada vez mais ganhando um absurdo status de excelência e integrando sorrateiramente a esfera da normalidade

enfim

tudo exatamente como sempre foi...

insucesso

“A TV, por sua natureza, transforma tudo em espetáculo...” (“O Pão e o Circo” – Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo de hoje (13/05) – segue abaixo)